Mais médicos na Região Carbonífera do RS
- zonanortejornalpoa
- 18 de fev.
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A SINA DO CARVÃO
A extração de carvão no Brasil começou no Rio Grande do Sul, em 1795, com a descoberta do recurso por técnicos ingleses. Ocorreu na região do baixo Jacuí, durante a construção de ferrovias.
A Princesa Isabel visitou a região entre janeiro e março de 1885.
Com tecnologia primitiva, com a força braçal, o suor no interior das minhas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que fez a combinação homem e carvão realizar a combustão da economia.
Hoje em dia, o carvão é não só o primo pobre dos combustíveis, como altamente questionado por sua poluição.
Com o petróleo e as usinas hidrelétricas, começa a sina do carvão e da população de uma importante região.
A SINA DAS CHARQUEADAS
A própria origem do município de Charqueadas está ligada ao charque (carne bovina seca e salgada).
Os tropeiros conduziam o gado até a foz do Arroio dos Ratos, afluente do rio Jacuí. Ali o gado era abatido, e a carne transformada em charque. Depois era transportada pelo rio Jacuí até Porto Alegre e para outros centros do País e do exterior.
Com o surgimento de novas tecnologias como geladeiras, frigoríficos e embutidos, as charqueadas perderam força como atividade econômica.
A SINA DA HIDRELÉTRICA
E num certo dia, ela fechou. Outra sina!
POLO NAVAL
Tudo parecia dar certo, e eis que a região perde o Polo Naval, e isto que na região como em Porto Alegre havia uma histórica presença de estaleiros, tanto de reparos quanto de fabrico.
NEM TUDO É SINA
As pessoas que tanto lutaram pela região e foram muitas se sentem abatidas quando algum projeto não vai adiante ou “faz água”.

Sem se abater, sabendo que as coisas só acontecem pela luta, pela organização e pela união é que nesta terça-feira, 18 de fevereiro, reuniram-se na sede da FAMURS - Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul - prefeitos, vereadores, deputados, representantes da comunidade, representação da ULBRA - Universidade Luterana do Brasil, do Hospital local, com o intuito de ter o Curso de Medicina na região.
O objetivo central foi afirmado por todos é a conquista do Curso de Medicina da Ulbra em São Jerônimo.
Ficou evidente que há um quadro de carência de profissionais médicos, apesar dos avanços nas profissões complementares que existem já, em especial dentro do escopo de cursos da própria ULBRA.
Muito se destacou o papel do Hospital de São Jerônimo, que conquistou um marco de cuidados com a saúde na Região Carbonífera, podendo ser ampliado para um Hospital-escola.
Para saber mais: http://www.hsjeronimo.com.br/content/home/index.html

Na reunião, foi citada uma empresa de fabricação de medicamentos e as perspectivas são de alargar está indústria da saúde. Não é algo romântico da parte dos gestores locais, pois a indústria farmacológica foi bem mais pujante no passado.
A decisão da liberação do Curso de Medicina está nas mãos do Conselho Nacional de Educação.
Mesmo que seja um órgão independente, os conselheiros precisam ser alimentados com dados reais, palpáveis e que mostram a possiblidade de êxito do Curso de Medicina.
Na próxima semana, na segunda-feira, novo encontro deve ser realizado na capital com deputados estaduais, fendereis, os senadores.
Pelo conjunto de lideranças e autoridades presentes no salão de reuniões da Famurs, fica claro que a região conseguiu a unidade para esta demanda.

ADELI SELL é professor, escritor e bacharel em Direito
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